domingo, 1 de março de 2009

Campanha da Fraternidade 2009

Tema: Fraternidade e Segurança Pública
Lema: A paz é fruto da justiça (Is 32, 17)






A Campanha da Fraternidade de 2009 quer ser o grande esforço da Igreja no Brasil para viver intensamente o tempo santo da Quaresma, constituindo-se como um extraordinário instrumento para que todos busquem a conversão e vivam um tempo de graça
e salvação.

Através da oração, do jejum, da prática da caridade, da escuta da Palavra, da participação nos sacramentos e na vida comunitária e da prática do amor solidário, nos preparamos para viver, de maneira intensa, o momento mais importante do ano litúrgico e da história
da salvação: a Páscoa. A Campanha da Fraternidade mantém e fortalece o espírito quaresmal, mostrando ser positivo o fato de ela acontecer durante este tempo litúrgico.
Este ano, a Campanha da Fraternidade apresenta-nos como tema “Fraternidade e segurança pública”. Mostra a preocupação da Igreja no Brasil em criar condições para que o Evangelho seja melhor vivido em uma sociedade que, a cada dia, se torna mais violenta e insegura
para as pessoas e procura contribuir para que este processo seja revertido através da força transformadora do Reino de Deus.
O objetivo geral da Campanha da Fraternidade de 2009 é suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade
e na sociedade, afim de que todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que seja garantia de segurança para todos. A paz buscada é a paz positiva, orientada por valores humanos como a solidariedade, a fraternidade, o respeito ao “outro” e
a mediação pacíica dos conlitos, e não a paz negativa, orientada pelo uso da força das armas, a intolerância com os “diferentes”, e tendo como foco os bens materiais.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Quarta-feira de Cinzas

Suplicamos-vos, pois, em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus (2Cor 5,20)



Originariamente, na Igreja primitiva, a Quaresma era o tempo privilegiado em que os catecúmenos se preparavam para os sacramentos do Batismo e da Eucaristia, que eram celebrados na Vigília da Páscoa. A Quaresma era considerada um tempo do devir cristão, que não se realizava apenas num momento, mas exigia um longo percurso de conversão e de renovação. A esta preparação uniam-se também as pessoas já batizadas, revivendo a lembrança do Sacramento recebido, e dispondo-se para uma renovada comunhão com Cristo na jubilosa celebração da Páscoa. Assim a Quaresma tinha, e ainda hoje conserva, a índole de um itinerário batismal, no sentido em que ajuda a manter viva a consciência de que o ser cristão se realiza sempre como um novo devir cristão: nunca é uma história concluída, que se encontra no nosso passado, mas um caminho que exige sempre um exercício renovado.
Ao impor-nos as cinzas sobre a cabeça, o celebrante diz: «Recorda-te de que és pó e ao pó voltarás» (cf. Gn 3, 19), ou então repete a exortação de Jesus: «Arrependei-vos e acreditai no Evangelho» (Mc 1, 15). Ambas as fórmulas constituem uma exortação à verdade da existência humana: somos criaturas limitadas, pecadores sempre necessitados de penitência e de conversão. Como é importante ouvir e aceitar esta exortação nesta nossa época! Quando proclama a sua autonomia total de Deus, o homem contemporâneo torna-se escravo de si mesmo e encontra-se muitas vezes numa solidão desconsolada. Então, o convite à conversão é um impulso a voltarmos aos braços de Deus, Pai terno e misericordioso, a termos confiança nEle e a confiarmo-nos a Ele como filhos adotivos, regenerados pelo Seu amor. Com pedagogia sábia, a Igreja repete que a conversão é antes de tudo uma graça, uma dádiva que abre o coração à infinita bondade de Deus. É Ele mesmo Quem antecipa, com a sua graça, o nosso desejo de conversão e acompanha os nossos esforços em vista da plena adesão à Sua vontade salvífica. Assim, converter-se significa deixar-se conquistar por Jesus (cf. Fil 3, 12) e, com Ele, «voltar» ao Pai. Por conseguinte, a conversão exige que nos ponhamos humildemente na escola de Jesus e caminhemos no seguimento dócil dos Seus passos.
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI




Audiência Geral de 06/02/08 (trad. DC 2398, p. 260 © copyright Libreria Editrice Vaticana)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Cientista e o Estudante

Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta.
Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:

- O senhor ainda acredita nesse livro cheio de fábulas e crendices?

- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?

- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião.
Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias.
O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.

- É mesmo? É o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?

- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.

O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo, sentindo-se pior que uma ameba.
No cartão estava escrito:

Professor Doutor Louis Pasteur – Diretor do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França.


“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima” (Pasteur).












(Revista Pergunte e Responderemos n. 546, dezembro de 2007, pp. 537-538).

domingo, 25 de janeiro de 2009

Conversão de São Paulo




Será que pode acontecer algo parecido comigo?



Ao celebrar a festa da conversão de São Paulo apóstolo, neste dia 25, é bom fazer uma pergunta fundamental: O que levou Saulo, um homem de profunda rigidez na observância dos preceitos hebraicos, a tão alto grau de excelência na fé cristã e na propagação desta? O que proporcionou uma mudança assim tão radical a ponto de transformar um grande perseguidor em um enorme apóstolo?
O dicionário da língua portuguesa, dentre outras definições, aponta a palavra conversão sob dois pontos culminates: sob o ponto de vista da Psicologia é o processo em virtude do qual emoções se transformam em manifestações físicas. E sob o ponto de vista da Física é o processo de decaimento radioativo em que a energia de um núcleo excitado se transfere para um elétron orbital que é ejetado do átomo, acompanhado, em geral, pela emissão de rais X característicos.
Você deve estar se perguntando: "O que estas duas definições têm a ver com Saulo, sua conversão e seu ministério na Igreja?" É a definição mais cabível que encontrei para explicar o processo sucedido na vida deste grande servo de Deus, que de tão intenso foi convencido a mudar o próprio nome para Paulo.
Uma pessoa que se converte a uma religião ou retorna a freqüentar àquela religião da infância, abandonada havia tempos, logo deixa certos vícios e maus costumes. Como devemos aferir, na vida do apóstolo Paulo não foi assim, pois ele cultivava uma vida reta e santa segundo a doutrina hebraica. Por isso, a conversão deste apóstolo é algo maior do que um simples mudar de direção ou de religião.
Saulo, nascido em Tarsus – cidade da atual Turquia – foi detido, a caminho de Damasco, por meio de um encontro inusitado e inesperado com Alguém a quem ele negava e perseguia. Este encontro foi tão marcante que o jogou por terra, tirando-lhe a vista e tornando-o dependente dos demais. Um homem que antes perseguia, maltratava e aprisionava os cristãos, agora se torna frágil e dependente, todavia não por muito tempo, mas somente para o período necessário à "transformação atômica" do seu ser. Após esse encontro, ele sentiu-se profundamente tocado, assim como os átomos que são excitados com a energia atômica. Todavia o que o tocou não foi uma energia atômica, mas algo muito mais potente e mais sublime que esta. Ele foi tocado pelo Amor! Era isso que faltava na vida dele, que era um verdadeiro seguidor da lei. Faltava o Amor, que é Jesus!
Ele sofreu uma transformação radical em contato com o Amor e a partir daquele momento não poderia mais ser o mesmo, nem estar fechado no seu mundo de judeu observante da lei e da religião judaicas, mas tinha de ir proclamar a todo o mundo, que este Amor é Jesus de Nazaré, a quem, antes, ele perseguia ferozmente.
Neste ponto entra em questão a segunda parte da definição de conversão. Após a conversão não se pode ficar estático, mas se deve ter "manifestações físicas" e "emissões de raios X característicos". Isso aconteceu com Paulo, pois, após sua conversão ao Amor, ele se tornou o apóstolo de todas as gentes.
Portanto, a Festa da Conversão de São Paulo pode levá-lo a dois questionamentos fundamentais para as práticas cristãs: Você já recebeu Jesus, que é Amor, e fez sua experiência pessoal com Ele? Ou vive no seguimento de leis e estatutos, que por si só não têm vida?
Paulo viveu há aproximadamente dois mil anos na Terra Santa, mas, hoje, o encontro com Jesus pode acontecer com você, aí onde você está agora. Basta estar atento à voz do Deus-Amor e aceitá-Lo.





Aurélio Miranda

sábado, 24 de janeiro de 2009

O Monge e a Formiguinha


Um monge vivia num mosteiro bem afastado da cidade. Ele vivia rezando e trabalhando , trabalhando e rezando. Tudo o que o monge mais desejava na vida era a sua santificação.Depois de muito sofrer, rezar e trabalhar, ele não sentia nada de diferente em sua vida.Não se sentia santo, pelo contrário, até entrou em crise: Então, ele deixou de rezar, trabalhava com preguiça e vivia resmungando pelos corredores.E, triste, não pensava mais em ser santo. Inclusive, se preparava para deixar o mosteiro.Um dia, o monge estava pensativo, quando de repente, viu uma formiguinha carregando uma folha muito maior do que ela. O peso da folha fazia com que a formiguinha caísse para um lado e para o outro. Mas, apesar dos tombos que levava, ela não desistia de carregar a folha. Pois sabia que aquela folha salvaria sua vida. Então, ela recomeçava... entrava debaixo da folha, prendia a folha com suas tesouras e continuava carregando a folha.O monge ficou ali muito tempo, apreciando o comportamento da formiguinha, até ela chegar ao formigueiro carregando a grande folha. De repente, percebeu que já estava escuro. Então, percebendo a força e determinação da formiguinha, o monge começou a pensar na vida dele e nos sentimentos que ultimamente invadiam seu coração. Então, olhando a formiguinha carregando a sua salvação, tomou uma decisão e disse para si mesmo: "Serei como essa formiguinha. Carregarei a minha fé com todas as minhas forças. Ainda que as tentações me derrubem, jamais desistirei de me tornar santo. Continuarei no mosteiro e serei um monge santo, bom, com muitas virtudes. Amarei os meus e a todos que cruzarem o meu caminho. Em tudo, amar e servir!"Assim, rezando feliz, o monge voltou a fazer suas atividades normalmente, porém, fortalecido pelo infinito amor de Deus. LIÇÃO DE VIDA: Nada na vida é fácil. Tudo exige certo sacrifício. Até mesmo para aprendermos a dar valor. Por isso, mesmo que tudo esteja dando errado na sua vida, não desista. Ao contrário, recomece!!!
Autor: Publico

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Reunião do 2° Domingo de Janeiro
(11/01/09)

Assessor: Marfeson
Tema: Batismo do Senhor


"ATRAVÉS DO SANTO BATISMO NOS CAPACITAMOS A NOS DEIXAR AMAR POR DEUS".



Neste Domingo a Igreja celebra a festa do Batismo do Senhor. Podemos nos perguntar sobre a necessidade de Jesus ser batizado e qual era sua relação com João Batista. Os planos de Deus perpassam nossas limitações. Jesus o Filho de Deus quer viver em sua vida os valores essenciais que levam a um profundo relacionamento com o Pai.

Ele é o próprio autor do Batismo. Após sua morte e ressurreição o batismo de penitência passará a ser uma nova vida na Graça do Espírito Santo. Todos que quiserem viver a felicidade que Deus nos proporciona terá que negar a si mesmo e vencer seu egoísmo.

EVANGELHO (Mt 03, 13-17):

Naquele tempo, Jesus veio da Galiléia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. Mas João protestou, dizendo: "Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?" Jesus, porém respondeu-lhe: "Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir toda a justiça!" e João concordou. Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele. E do céu veio uma voz que dizia: "Este é meu Filho muito amado, no qual eu pus o meu agrado".

"ESTE É MEU FILHO MUITO AMADO, NO QUAL EU PUS O MEU AGRADO".

Não é tarefa fácil descobrir o que o Senhor tem planejado para a nossa salvação e qual é o significado dos gestos de Jesus. Deus tem um plano de amor para com a humanidade e podemos dizer que se coloca no próprio plano do homem, muitas vezes em deterioração, para salvá-lo de seu próprio egoísmo.

Qual é o sentido que damos ao batismo que recebemos? Através dele nos abrimos mais a realidade que somos filhos muito amados de Deus. Todos os santos da Igreja tomaram o batismo como ponto de referência, especialmente na comunhão íntima com a Santíssima Trindade. no momento do batismo de Jesus a Trindade se revela. O Pai entrega seu Filho pela ação do Espírito Santo. Precisamos redescobrir o mistério trinitário que está agindo em nós, para podermos começar a viver já nesta vida uma felicidade muito mais estável.

O batismo que recebemos exige cultivo e abertura. Ele precisa da constante manutenção de uma vida de oração para podermos nos tornar mais humildes e vivermos na Fé. O cristão é um promotor da verdade. Deve estar constantemente em busca da mesma para poder ser um sinal de altruísmo no mundo individualizado que vivemos.
A Fé exige entrega ao mistério de Deus. É um passo de amor dado muitas vezes na obscuridade. O amor exige saída de nós mesmos. Quando nos desacomodamos estamos amando. Jesus mostra isto através de seu gesto de humildade ao pedir o batismo de penitência que João se utilizava como forma de reconciliação.

"Nós te pedimos Senhor uma maior capacidade de aceitação do que nos pede em nossa vida..."

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Epifania do Senhor ou Dia de Reis ?

O Dia de Reis é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. Neste dia se comemora a visita de um grupo de reis magos (Mt 2 1 -12), vindos do Oriente, para adorar a Epifania do Senhor. Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade.

O termo mago vem do antigo idioma persa e serviu para indicar o país de suas origens: a Pérsia. Eram reis, porque é um dos sinônimos daquela palavra, também usada para nomear os sábios discípulos de uma seita que cultuava um só Deus. Portanto, não eram astrólogos nem bruxos, ao contrário, eram inimigos destas enganosas artes mágicas e misteriosas.

Esses soberanos corretos, esperavam pelo Salvador, expectativa já presente mesmo entre os pagãos. Deus os recompensou pela retidão com a maravilhosa estrela, reconhecida pela sabedoria de suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se achava o Menino Deus.

Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando no palácio do rei Herodes, de surpresa e perguntando pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus. Nesta época aquele tirano reprimia a população pelo medo, com ira sanguinária. Mas os magos não o temeram, prosseguiram sua busca e encontraram o Menino Deus.

A Bíblia diz que os magos chegaram à casa e viram o Menino com sua Mãe. Isto porque José já tinha providenciado uma moradia muito pobre, mas mais apropriada, do que a gruta de Belém onde Jesus nascera. Alí, os reis magos, depois de adorar o Messias, entregaram os presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro, significa a realeza de Jesus; o incenso, sua essência divina e a mirra, sua essência humana. Prestada a homenagem, voltaram para suas nações, evitando novo contato com Herodes, como lhes indicou o anjo do Senhor.

A tradição dos primeiros séculos, seguindo a verdade da fé, evidenciou que eram três os reis magos: Melquior, Gaspar e Baltazar. Até o ano 474 seus restos estiveram sepultados em Constantinopla, a capital cristã mais importante do Oriente, depois foram trasladados para a catedral de Milão, na Itália. Em 1164 foram transferidas para a cidade de Colônia, na Alemanha, onde foi erguida a belíssima Catedral dos Reis Magos, que os guarda até hoje.

No século XII, com muita inspiração, São Beda, venerável doutor da Igreja, guiado por uma inspiração, descreveu o rosto dos três reis magos, assim: "O primeiro, diz, foi Melquior, velho, circunspecto, de barba e cabelos longos e grisalhos... O segundo tinha por nome Gaspar e era jovem, imberbe e louro... O terceiro, preto e totalmente barbado chamava-se Baltazar (cfr. "A Palavra de Cristo", IX, p. 195)".

Deus revelou seu Filho ao mundo e ordenou que o acatassem e seguissem. Os reis magos fizeram isto com toda humildade, gesto que simboliza o reconhecimento do mundo pagão desta Verdade. Isso é o mais importante a ser festejado nesta data. A revelação, isto é, a Epifania, que confirma a divindade do Santo Filho de Deus feito homem, que no futuro sacrificaria a própria vida em nome da salvação de todos nós.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Viva o Ano Novo!

Neste momento em que as incertezas de um novo ano se apresentam, lembre-se que você possui três armas muito poderosas para enfrentá-las: a fé, a esperança e o amor! Eu quero desafiá-lo a permitir que a fé o inspire, que a esperança o ajude a crer em novas oportunidades e que que o amor sirva como princípio básico para guiar a sua vida.
Você precisa ver a vida com a perspectiva da fé!
Isto é essencial para viver uma vida realizada. Precisamos ser visionários que podem ver através do olhos da fé o que outros consideram impossível. Isto tudo é uma questão de perspectiva. Deus deseja tocar os nossos olhos para que as escamas da incredulidade caiam e possamos vislumbrar no céu as novas possibilidades.
Você conhece o pequeno poema que diz:
Dois homens olharam para fora das grades da prisão.
Ali pensando na vida puseram-se a observar
Um deles viu apenas lama e escuridão
o outro olhou para o céu e viu as estrelas a brilhar!
Você precisa tirar os seus olhos da "lama e da escuridão" para colocá-los no "céu e nas estrelas a brilhar"? Peça fé a Deus e comece a ver a vida como Deus a vê.
Você precisa experimentar a cura que a esperança traz!
Quando parecer que tudo está perdido e o desespero começar a se instalar - espere ouvir aquela voz que no meio da tempestade diz "Coragem, sou eu! Não tenham medo!" e assim acalma os ventos e as ondas. Você já ouviu esta voz no meio das tormentas da vida? Deus deseja colocar esperança na sua existência para que você possa intervir na realidade da vida do seu próximo levando a esperança de uma vida melhor. Você anunciará libertação para os cativos, vista para os cegos, liberdade para o explorado e boas novas para os pobres?
Peça a Deus para curar a sua alma das feridas da desilusão com pessoas, das circunstâncias adversas e dos sonhos transformados em pesadelo. Ouse esperar que Deus não apenas cure a sua alma mas o ajude a levar esperança para os que estão ao seu redor.
Você precisa experimentar a nova vida que brota do amor!
Pegue o amor e aplique às feridas da sua família, amigos e inimigos. Caminhe como Jesus caminhou - vestindo quem não tem roupa, alimentando o faminto, ajudando o enfermo, oferecendo um copo de água fria para o sedento. Deixe o amor ser a razão maior da sua existência - o padrão que você usa para, no segredo do seu coração, avaliar e examinar cada pensamento, cada ação, cada plano, cada alvo e cada passo que você der. O verdadeiro amor é muito mais do que um sentimento que dá calafrios ou nos faz chorar com emoção.
Deixe-me sugerir que você examine o seu coração e garanta que você e Deus estão conversando com intimidade.
Tenha 365 dias de fé, esperança e amor de Deus na sua vida!


sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

No Natal o presépio é você!

O Evangelho diz: "Nasceu hoje na Cidade de Davi, para nós, o Salvador, que é Cristo Senhor" (Lucas 2, 11). A liturgia atualiza o que aconteceu no passado. Ela é um mistério e, infelizmente, nós católicos não temos entrado nesse mistério. Assim como na Páscoa se renova a Ressurreição de Cristo, hoje nasceu o Salvador, nasceu para sua vida, para sua casa e para a sua família. Por pior que seja a sua situação, saiba: nasceu para você, para sua casa, o Salvador, que é Nosso Senhor Jesus Cristo. Só falta você acolhê-Lo.Jesus nasce para sua vida. Então prepare o seu coração para que Ele, trazendo a salvação, nasça em você, que é o presépio. O presépio é você! Acolha o Menino Jesus em seu coração, Ele se compadece de você e a salvação acontece, porque você é o presépio. Ele não tem medo: Ele nasce no meio dos seus espinhos. Ele está aí para salvar você e a sua família. Talvez você tenha que pega-Lo no colo e apertá-Lo, porque os seus não O acolhem; mas Ele nasceu! Deus nos ama com amor incondicional. Você é amado por Jesus, por isso Ele nasceu na situação em que você se encontra. Ele nasce para sua vida miserável. Quanto mais miseráveis nós somos, tanto mais Ele nos ama. Ele nasceu em Belém e nasce hoje em você.Acredite: Cristo foi até a cruz por você, Ele já libertou as suas misérias. Se você aceita o perdão e o amor d’Ele, o Senhor nasce em você. Saiba: José e Maria trazem a salvação ao seu coração, mesmo que o seu "berço" esteja sujo. Não se preocupe, não espere retirar os espinhos para receber o Menino Jesus. Receba-O como você está. É Ele quem vai retirar os espinhos com a ajuda de Maria e José.
"O Menino que contemplamos no presépio é exigente. Mas é também compreensivo e paciente. Se formos dóceis à sua ação, Ele tomar-nos-á pela mão e acompanhar-nos-á: por isso, não devemos temer. Às vezes pode parecer muito difícil seguir os seus passos, mas se Ele caminha conosco, tudo se torna mais fácil e ameno. O Santo mártir Estêvão nos ajude a compreender esta verdade profunda e a pô-la em prática todos os dias" (Mensagem de João Paulo II, Angelus, 26 de dezembro de 2001 - Festa Litúrgica de Santo Estêvão).

Um feliz e um santo Natal!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O Que é o Natal?

Eu, menino, sentado na calçada, sob um sol escaldante, observava a movimentação das pessoas em volta, e tentava compreender o que estava acontecendo.

Que é o Natal? Perguntava-me, em silêncio.

Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que Papai Noel, em seu trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo brinquedos a todas as crianças.

E por que então, eu, que passo a madrugada ao relento nunca vi o trenó voador? Onde estão os meus presentes? Perguntava-me.

E eu, menino, imaginava que o Natal não deveria ser isso.

Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e fossem mais amigas umas das outras.

Ou talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão.

Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso? Perguntava-me, com tristeza. E por que a polícia trabalha no Natal?

E eu, menino, entendia que não devia ser assim...

Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico porque as pessoas enchem as igrejas em busca de Deus.

Mas por que, então, não saem de lá melhores do que entraram?

Debatia-me, na ânsia de compreender essa ocasião diferente.

Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tanta tristeza e ódio, tanta amargura e sofrimento...

E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um homem...

Era um belo homem...

Não era gordo nem magro, nem alto nem baixo, nem branco, nem preto, nem pardo, nem amarelo ou vermelho.

Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de carinho que, numa voz em tom de afago, saudou-me:

Olá, menino!

Oi!... respondi, meio tímido.

E, com grande admiração, vi-o acomodar-se a meu lado, na calçada, sob o sol escaldante.

Eu, menino, aceitei-o como amigo, num olhar. E atirei-lhe a pergunta que me inquietava e entristecia:

Que é o Natal?

Ele, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno:

Meu aniversário.

Como assim? Perguntei, percebendo que ele estava sozinho.

Por que você não está em casa? Onde estão os seus familiares?

E ele me disse: Esta é a minha família, apontando para aquelas pessoas que andavam apressadas.

E eu, menino, não compreendi.

Você também faz parte da minha família... Acrescentou, aumentando a confusão na minha cabeça de menino.

Não conheço você! eu disse.

É porque nunca lhe falaram de mim. Mas eu o conheço. E o amo...

Tremi de emoção com aquelas palavras, na minha fragilidade de menino.

Você deve estar triste, comentei. Porque está sozinho, justo no dia do próprio aniversário...

Neste momento, estou com você! Respondeu-me, com um sorriso.

E conversamos...uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos olhares e um grande sentimento, naquela prece que fazia arder o coração e a própria alma.

A noite chegou... E as primeiras estrelas surgiram no céu.

E conversamos... Eu, menino, e ele.

E ele me falava, e eu O entendia. E eu O sentia. E eu O amava...

Eu, menino: sou as cordas. Ele: o artista. E entre nós dois se fez a melodia!...

E eu, menino, sorri...

Quando a madrugada chegou e, enquanto piscavam as luzes que iluminavam as casas, Ele se ergueu e eu adivinhei que era a despedida. E eu suspirava, de alma renovada.

Abracei-O pela cintura, e lhe disse: Feliz aniversário!

Ele ergueu-me no ar, com Seus braços fortes, tão fortes quanto a paz, e disse-me:

Presenteie-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é sua... Ame-os com respeito. Respeite-os com ternura, com carinho e amizade. E tenha um feliz Natal!

E porque eu não queria vê-lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela rua. Abandonei-O, levando-O para sempre no mais íntimo do coração...

E saí em busca de braços que aceitassem os meus...

E eu, menino, nunca mais O vi. Mas fiquei com a certeza de que Ele sempre está comigo, e não apenas nas noites de Natal...

E eu, menino, sorri... pois agora eu sei que Ele é Jesus... E é por causa Dele que existe o Natal.

Um Feliz e Abençoado Natal a Todos!

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